Foi quando li esse pronunciamento, na página do site de relacionamentos Facebook, que me lembrei de já ter tido este blog um dia. E pensei: "peraí, amigo, eu já tive um blog"! E comentei que para se ter um blog é necessário justamente isso, amigos que queiram amigos que tenham blog, senão o que escrevemos vira simplesmente besteira para todo mundo. Renato, sabiamente, concordou: "Muito bem pensado, Bruna. Qualquer ideia isolada jogada ao vento, sem ter quem queira apanhá-la, te deixa com ar de pedante e convencido."
Não me lembro bem por que não dei continuidade ao blog, mas provavelmente foi por esse motivo. Medo de parecer pedante e convencida em um momento em que minha criatividade estava aguçada e meus pensamentos me faziam perder o sono, querer levantar e passá-los para o papel. Tentei reunir as folhas soltas, perdidas nas gavetas, mas não as li. Não vou lê-las. Sei que há coisas boas escritas, das quais eu até me orgulho, mas que inevitavelmente me levarão a reviver a atmosfera daquele período. A depressão e a síndrome do pânico...
Enfim...Não tenho objetivo de me estender. Seria até interessante falar sobre o que Renato escreveu, sobre esse sentimento que também compartilho. Mas da mesma forma que encontrei o blog "de volta" por acaso, ao me inscrever em alguns blogs que gosto de ler e ser trazida de volta a esta página, esta também será uma publicação ao acaso.