quinta-feira, 30 de setembro de 2010

-Renato Moura: "Sinto falta de mais amigos que tenham blogs, que entendam profundamente de política, que saibam fazer esculturas e pintar, e que dominem três ou mais línguas. Sinto falta de pessoas que ouçam mais música alternativa, que frequentem bares ruins por prazer e que bebam cerveja com gosto. Vivo tentando experimentar bicadas dessa realidade paralela, mais ou menos distante do cotidiano insosso."

Foi quando li esse pronunciamento, na página do site de relacionamentos Facebook, que me lembrei de já ter tido este blog um dia. E pensei: "peraí, amigo, eu já tive um blog"! E comentei que para se ter um blog é necessário justamente isso, amigos que queiram amigos que tenham blog, senão o que escrevemos vira simplesmente besteira para todo mundo. Renato, sabiamente, concordou: "Muito bem pensado, Bruna. Qualquer ideia isolada jogada ao vento, sem ter quem queira apanhá-la, te deixa com ar de pedante e convencido."

Não me lembro bem por que não dei continuidade ao blog, mas provavelmente foi por esse motivo. Medo de parecer pedante e convencida em um momento em que minha criatividade estava aguçada e meus pensamentos me faziam perder o sono, querer levantar e passá-los para o papel. Tentei reunir as folhas soltas, perdidas nas gavetas, mas não as li. Não vou lê-las. Sei que há coisas boas escritas, das quais eu até me orgulho, mas que inevitavelmente me levarão a reviver a atmosfera daquele período. A depressão e a síndrome do pânico...

Enfim...Não tenho objetivo de me estender. Seria até interessante falar sobre o que Renato escreveu, sobre esse sentimento que também compartilho. Mas da mesma forma que encontrei o blog "de volta" por acaso, ao me inscrever em alguns blogs que gosto de ler e ser trazida de volta a esta página, esta também será uma publicação ao acaso.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007



- Você é uma mulher, ela é uma garota. Ela tem aquela beleza estúpida da juventude!



Engraçado, eu não tenho paciência para assistir a um filme mais de uma vez, mas a este já me perdi a conta de quantas assisti.

A verdade dos relacionamentos exposta assim... Alguns dizem que nua e cruamente, mas o que mais me impressiona são as verdades escondidas ali nos entre-linhas. Os diálogos são ótimos, frios, do jeito que gosto, curtos e aliados a uma trilha sonora bem bacana, até Bebel Gilberto!

Muitos não gostam do final, mas não há um final no filme, quando a Jane caminha em direção ao sinal significa que começará tudo novamente. Mais desconhecidos tristes fotografados com beleza. Mais amores que não podem ser vistos, tocados, sentidos. Mais palavras fáceis com as quais nada se pode fazer. Mais mentiras. Afinal mentir é a maior diversão que uma garota pode ter sem tirar a roupa. Jane não quer mentir, mas não pode dizer a verdade, ela tira a roupa.

Qual seria o seu eufemismo?

Ela era uma garota afável!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

A B S

A S S I M C O M O O F R E I O

A B S T É M A T E N S Ã O

A B S T E N Ç Ã O

A T E N Ç Ã O:

A B S T R A I R!

E U M E A B S T E N H O

P A R A N Ã O C A I R

N O

A
B
I
S
M
O
.
.
.


E ainda dizem que tudo isso é Concretismo!
Bom, mal comecei a postar e já acordei com uma vontade imensa de exlcuir tudo isso. Dói no meu ego ler tanta asneira, dói ainda mais imaginar que outros podem as ler. Mas faz parte do processo de autoafirmação! Amanhã ou depois meus dedos coçarão, moverão-se contra minha vontade de resistir, persistir.
É engraçado, um dia eu não me importei. Estava do lado de dentro. Mas quando se começa a enxergar o mundo como observador, percebe-se quão ridículo é tudo o que acontece a sua volta, quão ridículo são as pessoas que o compõe, e então prefere-se mesmo estar do lado de fora. Coisa da insegurança. Seria eu também ridícula se participasse de tudo isso. Mas, por que não? Quem julgar-me-á, se eu não julgo? Quem apontará para mim, se eu nem mesmo enxergo nos outros o que apontar? Abstrair. Abster-se. Eu me abstenho diante do mundo na expectativa que se abstenha ele diante de mim.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O ano está se encerrando
E o que tenho em meu anuário
São apenas papéis rabiscados
Riscados de dor, paixão, de ódio e de amor
Traduzidos em pensamentos soltos.
Creio até que tão soltos que transitam
De mãos em mãos
Em busca de um mente capaz de organizá-los
Num papel sem nenhum borrão.
Não num tipo deste em que escrevo
Talvez em um tecido, rico, vivo
Um tecido muscular
Desse que reveste o coração.

Decidi, há tempo atrás

Ser eu mesma

Da maneira que me compraz

O problema, meu caro

É que a alma não é pequena

E a autencidade

Sofrimento me traz.

Apaguei...